NaNoWriMo

05 novembro, 2011
Kudos a quem se apercebeu que não tenho feito posts. Isto porque me inscrevi para o NaNoWriMo este ano.

E já estou a falhar redondamente. Com a quantidade de trabalho e as aulas que tenho é quase uma missão impossível. Porque o único sítio de onde posso arranjar tempo é depois do jantar. E isso significa ir pela noite adentro e ficar com poucas horas de sono.
Ou seja, as minhas estatísticas já estão em baixo porque: a) no primeiro dia nem metade da contagem fiz e b)já falhei o segundo dia, cuja contagem foi 0.
Anteontem ainda tentei compensar ao fazer o dobro. E consegui meter até as 3500. Infelizmente hoje só vou começar agora e já tenho que tentar chegar ao máximo que conseguir às estatísticas  do dia 4 antes de dormir e continuar as do dia 5 durante o dia. Note-se o pormenor que já é o dia seguinte (5/Nov.).

A história faz  parte de uma série da qual ainda não partilhei nenhuma informação, já que também só agora escrevi todo o plot do primeiro livro. O nome do volume é Storm King e só estará disponível depois do NaNoWriMo terminar. Irei postar aqui mais informações ao longo do mês sobre o livro e voltarei aos posts regulares do blog no término do evento.

Primeira edição do manuscrito

01 novembro, 2011
Já deveras atrasado (trabalho é uma demanda maior), vamos passar ao post de edição primária.

Quando falo em primeira edição não falo propriamente de edição massiva - isto é, de edição do manuscrito completo. Falo sim de edições que fazemos ao longo do tempo que escrevemos, anotações e reescrita de pequenas porções num capítulo ou parte.
Como já vou aproximadamente no fim do 3º capítulo, isto torna mais fácil encontrar aqueles erros matreiros que se escondem de rabo de fora. Encontram-se os erros de plot, os buracos no plot e as coisas forçadas.
O primeiro passo é ter uma versão impressa. E digo que tem mesmo de ser impressa. Isto porque será mais fácil para o cérebro encontrar os erros ortográficos em papel e com um tipo de letra constante (escrito à mão não vão conseguir). Em segundo lugar devem ter canetas - ou lápis, conforme a vossa preferência - coloridas para fazer anotações. Ter post-its ou algo do género à mão também ajuda se tiverem de fazer uma anotação extensiva.

 Versão impressa, com capa de ebook/paperback e uma descrição ao lado.

Pessoalmente tenho um sistema de três cores:
Rosa para cortes de partes desnecessárias o substituições.
 Marcações a rosa das partes que têm de ser modificadas. Verde com nota do conteúdo de substituição.
Azul para erros ortográficos, semânticos ou vocabulares.
 Sublinhado da palavra e correcção na margem.
Verde para pequenas notas idiossincráticas.
As minhas notas são bastante espirituosas quando aleatórias.
Isto irá ajudar a denotar logo os erros no plot e facilitar a edição do manuscrito total.


Como encarar um manuscrito

16 outubro, 2011
Muitos diriam que isto só viria lá para o fim. Mas acredito que isto é uma boa forma de manter os olhos no objectivo - terminar o manuscrito - uma vez que existem pontos fulcrais que podem ajudar durante a elaboração do plot.
Como estou ainda a delinear o plot do actual volume vou mostrar-vos o outline do manuscrito do 1º volume, Somewhere in the Rain de 2007/2009 (e sim, o volume está mais de metade em inglês), que estou a usar para o webcomic SitR. 

O pormenor da minha desarrumação há quatro anos atrás.
Quando delineei pela primeira vez o SitR (cujo o nome nem era este, mas era tão lamechas que não me atrevo a pronunciá-lo) não tinha a totalidade da história, apenas partes que queria que estivessem obrigatoriamente na história. Todo o plot acabou por ser delineado por tópicos. Usualmente usam-se textos, eu, pessoalmente, tenho a mania das listas. Se tomarem atenção à listagem, os pequenos quadrados a azul não passavam de check boxes. Isto porque eu tinha em mente um determinado número de páginas por capítulo e na altura dividia cada capítulo em quatro partes de cerca de 5 páginas cada.
O que resultou em algo do género:

Só a grossura mete medo ao susto. O facto de estar todo escrito à mão é outra conversa.
Já quando o terminei me apercebi da confusão que estava toda a história - cenas desnecessárias, partes em falta, personagens que atrofiavam, falta de diálogos, etc. Para não falar que o terminei por mera perseverança forçada depois do livro Amanhecer da Stephenie Meyer ter saído a meio da minha escrita. Algo que arruinou a história ou me chamariam de plagiadora, tal como expliquei na altura na minha página da FicitonPress.

Uma vez que já tinha em mente mais dois volumes na série, decidi meter de lado este manuscrito, que acabei por pegar recentemente para o meu webcomic.

O que me ficou todavia de experiência em plots foi o seguinte:
  • É preferível desenvolver o plot de raiz, num método semelhante ao snowflake.
  • Convém ter boas anotações técnicas sobre a construção do mundo existente na história, independentemente de ser ficção fantástica ou não.
  • É bom ter um bloco de notas pertencente somente a cada história. Isso permite desimpedir confusões de informação.
  • É mais fácil ter objectivos curtos que longos. Cortar em partes uma história longa ajuda a manter motivação para terminá-la.
  • Resumir um livro ajuda a ter uma melhor ideia das falhas de um plot quando se escreve um manuscrito do princípio ao fim sem etapas. O método inverso é contudo mais aconselhável.